terça-feira, 21 de abril de 2015

Vida Prática - Cuidando dos animais

"Os solícitos cuidados em favor dos seres vivos constituem a satisfação de um dos mais fortes instintos da alma infantil. Pode-se, pois, facilmente, organizar um serviço de cuidados ás plantas e, especialmente, aos animais. Nada mais eficaz para despertar uma atitude de previdência no pequerrucho que vive o seu momento presente, sem preocupações com o amanhã. Quando percebe que esses animaizinhos precisam dele e que as tenras plantas poderão secar se ele não as regar, seu amor vai coligando, com um novo liame, o instante que passa o novo dia que surge. "

Maria Montessori, Pedagogia Científica


Quem é pelo menos da época de meus filhos mais velhos lembra-se ainda de quando o primeiro bichinho virtual foi lançado, em  23 de novembro de 1996. No formato oval, a tela do eletrônico do tamanho de um chaveiro mostrava uma espécie de bochinho que completava um ciclo imitando a vida de um animal, que deveria receber higiene, alimento e carinho por intermédio de três botões. Foi um fenômeno na época. Depois deste lançamento, outras 35 versões, pelo menos, foram lançadas até hoje. Outro destes que ainda está na moda é o tal Furby. Segundo a reportagem do Jornal de Hoje de 16/11/2013, link disponível em http://jornaldehoje.com.br/ele-fala-solta-pum-e-vira-bicho-de-estimacao/  , 
é um robô peludo que canta, solta pum, fala algumas palavras e interage com aplicativos eletrônicos. 

Não deixo de pensar nas prisões domiciliares e artificiais que nossas crianças se encontram. Nossos lares, cada dia mais apertados e amontoados em edifícios sempre mais altos e com mais recursos em seus condomínios, sufocam mais e mais a liberdade de interação com a natureza. Nossos pequenos, conforme nos lembra Montessori, irritados nesses ambientes sem expressão ou significado real para seu interior, passam a matar animais, desde os pequenos, formigas, tatus, lagartas. Não conseguem conviver com plantas, arrancando suas folhas ou destruindo sua estrutura. No geral, achamos tudo muito natural. 

Um texto interessante da psicóloga portuguesa Ana Durão, fala da forma com que crianças e adolescentes maltratam animais, disponível no link
Encontramos mais textos explicativos sobre maus tratos no site do PEA, além de outras ongs..Até na revista Super Interessante, que não costumo ler com tanta frequencia, encontrei um texto interessante no link http://super.abril.com.br/cotidiano/anjos-malvados-620216.shtml

Independente de questões psicológicas, genéticas ou decorrentes de maus tratos ou abusos, ( coisas tais que não tenho estudo suficiente para debater), a questão maior para mim é a falta de contato e possibilidade de amar e respeitar esses pequenos seres. 
Ainda no livro Pedagogia Científica, Montessori cita "Não o tendes visto ainda, impressionado, examinando o cadáver de um passarinho caído do ninho correndo para lá e para cá, descrevendo, perguntando, sensivelmente penalizado? Entretanto, essas mesmas crianças, após um período de degeneração, podem chegar a se tornar cruéis caçadores violentos de ninhos".

Interessante como até o amor à natureza deve ser cultivado, aperfeiçoado. Entre quatro paredes, com contato exclusivo com materiais eletrônicos e artificiais, o hábito de cuidar e amar fica defasado e pode se degenerar. Aí está o perigo da falta de contato real com a natureza. 

Aqui em casa, a meta é a aproximação, dentro do possível. 


Durante a manhã do feriado, aproveitamos o calor para o banho de nossos três cães. Nosso próspero não deixa dúvidas quanto ao carinho e apreço ao cuidado com seus peludos. Claro que, dentro do possível, não posso permitir que ele banhe o nosso gigante São Bernardo dentro de um box de banheiro tão pequeno, por questões de segurança. Mas nosso casal de hounds permite esse contato.




Depois da primeira fase de ensaboar nosso gordo amigo, o enxague, sempre tomando cuidado com as dobrinhas da pele canina. Nosso pequeno não se acanha. Agacha, verifica a limpeza. Torna a lavá-lo, fazendo muita espuma. Na verdade, é um trabalho prazeroso no qual a criança realmente se entrega. Dedica-se com amor à atividade longa e cansativa para a maioria dos adultos. 




 Momento delicioso em que ele olha para o cão e pergunta se a água foi em seus olhos. Esta preocupação é encantadora.


Depois de todo o processo, a parte de enxugar é a mais difícil, pois a criança não consegue controlar os movimentos do cão, que anda para se secar, chacoalhando seu pelo. 


Por esta razão, deixo o cão preso num ambiente só, para facilitar o trabalho de nosso pequeno. O interessante é que, essa parte da pelagem do cão que é branca, normalmente fica bastante amarelada, com o suor e sujeira. Contudo, o banho dado pela criança é tão meticuloso que não deixa dúvidas do trabalho bem feito. Claro que tive que secá-lo novamente depois, sem que meu pequeno fosse desrespeitado. Esperei que ele estivesse cansado e perguntei gentilmente se eu poderia ajudar a secar o cão por baixo, para evitar a umidade. 



Um outro momento da manhã foi o cuidado com os felinos. Primeiro, a lavagem dos potes de ração e de água, esfregando com esponja, para evitar a sujeira e depósito de ovos de pernilongos e outros insetos. 



Depois de devidamente lavado e enxaguado, o pote recebeu a água dos gatinhos. 


Tudo lavado, nosso pequeno leva os potes até a área onde ficam os pertences dos gatos. Ele acaricia os peludos felinos dizendo, todo orgulhoso, que a água está limpinha e a ração nova.



E como não permitir essa interação? Essa felicidade em seu rosto por se sentir útil? O ronronar do felino, acariciando suas pernas e beijando seu rostinho? Não existe recompensa maior para meu pequeno Próspero, do que a satisfação pessoal, não há premiação ou palavra de incentivo que compre a certeza do dever cumprido com amor, de poder cuidar de um pedacinho da natureza, de interagir com animais puros, amorosos e que realmente necessitam do amor e do cuidado desse pequeno e importante Próspero!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Feriado - A importância do contato com a natureza

"Somente os poetas vivem o encanto de um tênue fio de água que saltita pelas pedras, como o vive, igualmente a criança que, eufórica e contente, se agacha para tocá-lo com as mãos, como que acariciando-o" 

Maria Montessori,  Pedagogia Científica






Vivemos enjaulados. Presos entre paredes de concreto, condicionamos nossos corpos, mentes e espíritos a ignorar a natureza e viver nossa rotina execrando aquilo que nos faz tanta falta. O contato com o mundo que nos rodeia. 
Com nossa formação e educação desde a infância, fomos tolhidos. Aos poucos, perdemos o brilho no olhar ao contemplar uma simples mudança de cores no meio do verde, por conta de estações do ano. Ficamos habituados a desperceber o canto dos pássaros em meio aos alardes do trânsito e até avistar uma simples borboleta nos pega de surpresa como um acontecimento de outro mundo.

Montessori afirmou em seu livro Pedagogia Científica, que devemos reparar os danos causados às crianças, que já estão condicionadas às prisões domiciliares, cujas vidas frágeis definham em ambientes artificiais. Ela pede, inclusive, que levemos até os pequenos que ainda não caminham, para os passeios ao ar livre. 

Em meu convívio com familiares de ex alunos, alunos da escola de música de meu esposo, amigos e  familiares nossos, sempre escutei sobre o quanto é difícil segurar as crianças quando começam a andar. No mesmo livro, Montessori comenta o fato de sempre tentarmos fazer com que as crianças durmam cedo, não andem descalças na terra e na grama, que não se sujem e, ainda, algumas pessoas se desculpam sobre não participarem de caminhadas longas na natureza por falta de preparo, hábito.

Para que devemos "segurar" as crianças? Qual seria o intuito se, ao contrário, devemos libertá-las de suas prisões artificiais, compostas por concreto, eletrônicos e obstáculos ao seu desenvolvimento?

Na manhã de hoje, tive o prazer de OBSERVAR meu caçula Próspero caminhando. Sem a mínima interferência. Foram voltas e mais voltas ao redor do parque, sem a mínima parada para descanso. 



Olhava ao redor, respirava, olhava para o céu. Não era uma corrida desesperada para fugir da corrente imposta pelas mãos apreensivas de seus pais. Era uma simples caminhada em liberdade, sem precisar fugir da prisão de nosso colo. Sabia, porém, que estávamos o observando. Mas não era impedimento para que ele pudesse simplesmente caminhar. 






Foram 10, depois 20, depois 30, atingindo 42 minutos de caminhada livre. Parou na metade do percurso, para observar os pombos que se achegavam. Não virou para mim sequer para me mostrar os pássaros, como é seu costume. Foi uma visão que o deixou feliz, sorrindo e bastou para si mesmo. 



O mais interessante são os obstáculos. Aquilo que o faz sentir vontade de escalar, de pular, de atravessar. Como prover esse movimento no ambiente de nossos lares, sem que eles sejam considerados "desobedientes" por subirem nos móveis, escalarem o sofá? Como impedir que esta necessidade natural seja contemplada?








Mas o passeio não contou apenas com nosso pequeno caçula, claro. Contamos com o passeio da família toda, com escaladas, castelos de areia, brincadeiras livres, jogos de bola e ainda andar de bicicleta. 





Infelizmente, nossas obrigações nos impedem de vivermos este contato diariamente. Mas devemos nos policiar, para não cairmos na rotina do esquecimento do contato com a natureza. O amor à natureza, como Montessori nos lembra, é um hábito como qualquer outro, que se aperfeiçoa no decorrer do tempo que dedicamos ao contato com o a mesma. Se não conseguirmos reparar os danos causados à falta deste contato em nossas vidas de adultos sem o brilho no olhar, ao menos não deixaremos que nossos pequenos seres humanos, ainda encantados com a beleza da natureza, percam seu brilho inigualável no olhar para o mundo. 

domingo, 19 de abril de 2015

O espetacular mundo das pedras - explorando e buscando sua própria Ordem

A GEMA ou pedra preciosa é um material composto de rochas ou minerais que, polido, pode ser utilizado como enfeite ou ser colecionado. São classificadas por sua composição química ou pela combinação ou formas de composição da gema.
No site PEDRAS PRECIOSAS BRASILEIRAS, está disposta uma lista interessante das pedras preciosas brasileiras e vale a pena conferir.

http://www.pedraspreciosasbrasileiras.com.br/pedras.php?categoria=galeria

Para quem tem a oportunidade, vale visitar o setor de mineralogia do Museu de Ciência e Técnica, em Ouro Preto.

http://www.museu.em.ufop.br/museu/mineralogia.php

Em casa, minha intenção é apenas trazer uma variedade de pedras simples, para que os meninos explorem cores, texturas, peso, temperatura e, é claro, a beleza indescritível presente na composição dos minerais que demoram tanto tempo para nos mostrar a perfeição da natureza em ação.

Por intermédio da sugestão de uma querida amiga, mãe e companheira de trabalho, montei uma cesta para deixar na estante da sala.



As únicas pedras mais conhecidas aqui são a Esmeralda e a Olho de Tigre. Interessante como, sem saber seu valor monetário ou de sua importância maior em relação às outras pedras mais comuns, os pequenos Prósperos voltaram sua atenção para essas duas pedras por iniciativa própria.

Como atividade, apenas mostrei o cesto para nosso caçula. Não apresentei como trabalho, tampouco montei uma maneira de utilizar o material. Apenas exploratório. 
O incrível é que o próprio pequenino Próspero acabou "montando" sua maneira própria de explorar as pedras. 
Em seu livro " A CRIANÇA", Maria Montessori relata a presença da sensibilidade à ordem desde o primeiro ano de vida do ser humano, estendendo-se no segundo. Esta necessidade de ordem do ambiente e de sua rotina é visível aos olhos mais atentos. 
Neste caso, como observadora científica, consigo ver a necessidade da ordem no simples manuseio do material. Ora, eu não havia colocado uma regra de utilização, tampouco apresentado o material de maneira específica. Mas meu pequenino tratou de organizar um modo de trabalhar com as pedras de maneira organizada e sistemática.











Por iniciativa própria, ele passou a ordenar as pedras enfileiradas, uma ao lado da outra, sem que nenhuma saísse de seu tapete. Fez e refez este processo diversas vezes, demonstrando mais uma vez o que Montessori fala do amor ao trabalho. Apesar de não ser o objetivo do material, parte da própria criança a execução e repetição de um trabalho sistematizado e organizado, para que ela mesma permaneça concentrada, calma, em paz.




A partir daí, durante 26 minutos de trabalho e exploração, nosso pequeno Próspero explorou com suas mãos, passou as pedras em seu rosto, mostrou-me algumas.






As diferentes texturas e cores realmente chamam a atenção dos pequenos. Uma outra coisa interessante é a baixa temperatura dos minerais. Nosso Próspero mais velho comparou ao gelo.



Ao encostar a pedra no rosto, a temperatura é melhor percebida pelo meu pequenino.




Só posso dizer que foi uma manhã deliciosa ao lado deste pequeno explorador e que, com certeza, aprimorarei meus conhecimentos sobre mineralogia e trarei novas peças para meus Prósperos!


sábado, 18 de abril de 2015

Mais dicas de materiais para o dia a dia em casa

Um dos trabalhos que mais chamam a atenção dos pequenos aqui são os que tratam de categorização ou de separar elementos, seja por cor, textura, tamanho, etc. 

Neste fim de semana, tive a oportunidade de trazer materiais novos para que os meninos pudessem manipular. A intenção era que eles só os conhecessem depois do feriado, mas foi praticamente impossível chegar com sacolas de compras sem que eles estivessem esperando. Aquela coisa comum: "Mamãe, o que você trouxe de novo?"




Uma das novidades de abril foram as pedras coloridas. Em quatro cores bem vivas, não utilizei controle de erro, como fiz com o material de madeira. No caso do Próspero mais velho, já não é necessário. Ele mesmo já separa por cores nos potes, sem que exista uma marcação específica. 



O outro material montado foi o de pompons. Duas cores apenas, por conta do Próspero mais novo, que ainda não viu o material. Neste caso, utilizei um pegador de alimentos grande, para que seja fácil para o menorzinho conseguir manusear. Temos pinças menores para o mais velho, que já tem maior habilidade. 















Nosso caçulinha também amou as novidades.
Desta vez, sem o controle de erro por conta da pintura do recipiente para a separação dos elementos, imaginei (ERRADO, claro), que ele não conseguiria ainda classificar os elementos.
Como é maravilhoso ser surpreendida pela diferença de apenas uma semana entre o modo com que a criança trabalha!
Montessori fala em seu livro A CRIANÇA que a necessidade da Ordem apresenta real prazer na vida. Pois é, nosso pequenino já mantém sua ordem própria até na realização de seus trabalhos mais simples!



Vale ressaltar que  diferença destas imitações de pedras entre as cores verde-água e a azul clara é mínima, mas nosso pequeno não demonstrou a mínima dificuldade em categorizar os elementos por suas cores.
Mais uma vez, cito Montessori que ressaltou que "(...) as imagens organizam-se rapidamente a serviço do raciocínio, (...)" Essa busca incessante pelas imagens, cores, sons e texturas é realmente incrível de ser observada. Como pais, temos a oportunidade dadivosa de nos deliciarmos com a esplêndida capacidade natural para o desenvolvimento e preparo para a vida que a criança demonstra, quando deixada absorver o mundo que a cerca em ambiente preparado, organizado, seguindo seu instinto natural.


Trabalhos com Transposição

Quando pensamos em trazer um pouco de Montessori para nossos lares, a parte prática de organizar trabalhos  que fiquem dispostos parece ser a mais difícil. Contudo, as crianças gostam de participar de vida prática simples, como a busca pela independência quanto à sua higiene pessoal , trocar-se sozinho, organizar seu quarto e seus pertences, além de ajudar nas tarefas de casa. 
Além disso, alguns materiais podem ficar dispostos no ambiente, sem que a família gaste muito na sua organização ou confecção. As atividades com transposição de elementos costumam ser sucesso garantido e não custam caro. 
Vale a transposição com grãos simples, como arroz, feijão,  de um copo para outro, de um recipiente para outro. O que vai dar um toque a mais é a beleza do material, sempre disposto em uma bandeja ou cesto, para que a criança possa entender a organização e movimentar o material até onde o utilizará e, depois, guardá-lo. 

Os diferentes meios de transposição enriquecem as possibilidades. Para a criança muito pequena, a transposição pode ser feita com as mãos. Depois, já pode utilizar conchas, colheres e o que for mais bonito e interessante, ganhando a atenção da criança.

UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Independente da real necessidade da criança trabalhar por iniciativa própria, em paz, concentrada e sozinha, é imprescindível que nós, adultos e responsáveis pela mesma, cuidemos para que o trabalho ocorra em ambiente preparado e sob a nossa supervisão. O fato de não interferirmos em seu momento de trabalho não quer dizer que possamos deixá-la sem nossa observação, ainda mais com objetos ou elementos que possam feri-la ou que ela possa engolir. 

Montei um material de transposição com contas amarelas que lembram muito bolas de gude. Os canecos, de vidro, comprei na rede Wall Mart. São bastante atraentes e o som das contas caindo no vidro é o que mais chamou a atenção por aqui. 






O mesmo tipo de transposição pode ser feito com copos maiores, com outros elementos. 








Uma outra possibilidade é a transposição com concha. Neste caso, utilizei contas pequenas, de material plástico. A cor realmente é atraente e o som que produz ao cair no vidro é muito interessante.






Outro exemplo de transposição com elementos maiores. São bolas revestidas de crochê vermelho. Para a transposição de um recipiente para outro, utilizei uma colher de sorvete. 




 Neste caso, utilizei taças de acrílico. Confesso que não gostei do resultado e, assim que possível, realizarei a troca. O acrílico não provê a mesma resistência que o vidro. Tomba com facilidade. Para crianças maiores, com 3 a 4 anos, não fica tão difícil o manuseio. Contudo, para os menores, com 2 anos, qualquer esbarrão na taça a derruba, interrompendo o trabalho e frustrando a criança. Fica a dica!




Vida Prática: Flores dentro de casa 2

Há duas semanas, estava passando pela praça do Carmo, em Santo André, quando me deparei com um casal que vendia várias espécies de suculentas.
Fiquei encantada com o zelo demonstrado com as mudas, os vasos, pequenas peças, com muito capricho. Aquela coisa de perceber o amor além do comércio.
Não resisti em trazer para meus pequenos Prósperos, para adornar uma das estantes que temos em casa.


Contudo, é difícil conter a ansiedade das crianças que querem regar as plantas todos os dias. Então, tivemos uma pequena conversa sobre como essas variedade se organizam biologicamente, de uma maneira bastante simples.
Nosso combinado ficou firmado que as cinco espécies de suculentas seriam regadas uma única vez na semana, aos sábados, para evitar que fiquem encharcadas.

Como hoje é sábado, é o dia esperado da semana inteira. Nosso pequeno Próspero estava todo importante, carregando suas plantas com cuidado para a cozinha, para não molhar o quarto onde ficam.




No final do trabalho, uma agradável surpresa: Uma das suculentas estava com dois brotos. E a observação foi do meu pequeno grande menino : "Olha, mamãe! A planta está com filhotes!" 




Foi o momento fofo do meu final de semana. Claro que expliquei que eram brotos e que poderíamos replantá-los em outro vaso na próxima semana. 
Adivinhem só quem é que passará a semana toda esperando pelo sábado? E quem é que irá comprar novos vasos todo animado?
Uma semana de fofuras para todos!