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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sou um Pirata! Uma viagem inesquecível! (pelo menos para nós, adultos)

Às vezes bate uma certa saudade de trabalhar fora, de ter uma certa "independência financeira", novos ares todos os dias... Mas em momentos como os de hoje, eu realmente tenho a certeza de que sou feliz assim.

Decidi que vamos embarcar em algo diferente todos os meses. Neste mês, o mar é o tema escolhido, já que o Caio realmente demonstra um grande interesse pelos mamíferos aquáticos, peixes e suas espécies.

Claro que contei com a companheira Janaína Breganhola, que sempre topa todas as nossas aventuras e colabora, construindo histórias lindas que ficarão na memória de nossos queridos.

Com toda a naturalidade do mundo, pudemos trabalhar exploração sensorial, coordenação motora, movimento corporal, numerais, linguagem, além dos animais marinhos que já estávamos trabalhando em casa. Mas é claro que com muita diversão inclusa!

A primeira coisa a fazer foi construir o barco... A amiga Jana conseguiu as caixas com sua super cunhada e embarquei na aventura de montar um navio pirata, da maneira mais simples possível. Foi uma farra boa com as caixas em casa, não precisava sequer de enfeite para o Caio ficar feliz...
  

O barco foi tomando forma e adentrei a madrugada toda empolgada. Confesso que foi estressante com o pequeno em volta, sem o mínimo de paciência para esperar o barco ficar pronto...






Fiz as pistas para serem colocadas numa caça ao tesouro... 10 Pistas no total, que acabaram se transformando em uma instruções, como uma gincana, com alguns pedidos, espalhadas de maneira bastante visível, já que os pequenos ainda não tem 3 anos completos. A intenção era a diversão, não uma caça cheia de dificuldades. Para ficar mais fácil, coloquei setas e símbolos piratas junto com os envelopes. Os mais velhos é que ficaram incumbidos de ler as instruções.










Fiz os mapas do tesouro com café e depois queimei as bordas com vela... As instruções dos mapas foram feitas à caneta preta mesmo... Um mapa para cada pirata, para não dar briga...







No corredor, um caminho de obstáculos para tornar o percurso mais divertido, com lã presa à parede com fita crepe...



No baú de tesouro, moedas de chocolate e ouro branco, que a tia Jana trouxe para nós!


O percurso foi muito legal... Partimos primeiro com todos no navio, depois, receberam seus mapas e começaram a seguir as instruções até chegar à arca...















Depois da brincadeira da caça ao tesouro, continuamos no tema marinho com caixas sensoriais. As caixas continham gelatina, miniaturas de baleias, golfinhos e tubarões e barquinhos feitos de tupperware. Neste caso, apenas os pequenos exploraram, cada um com sua caixa no início. Logo, estavam trocando seus brinquedos. 
Todo o material utilizado nas caixas foi esterilizado, e eles puderam provar a gelatina durante a brincadeira.







Resultado? Não existe resultado específico esperado. A alegria e a distração deles, a concentração na exploração, na troca, na brincadeira... Não tem preço!

E que venha outubro com mais um projeto!


Agradecimentos especiais ao meu marido e companheiro Carlos Eduardo Prospero pelo apoio, à Janaína pela companhia e disposição de sempre e o maior de todos, aos pequenos que sempre me ensinam tanto!

sábado, 17 de agosto de 2013

Reconhecimento da Escrita

A escrita e seus mecanismos...

Montessori parte da escrita para a leitura... Parte também da preparação motora, da lateralidade, exercícios com palavras, enfim. Esta preparação indireta que me é familiar, da época de escola, não é tão levada em consideração hoje em dia. Aqui em casa, como não estamos em escola Montessoriana, acabamos incorporando alguns elementos que acabam vindo da própria demanda dos meninos.

Emília Ferreiro nos diz que a construção da linguagem escrita não se dá apenas pela simples associação entre grafema e fonema (letra e som), tampouco à simples memorização e fixação do código escrito. Que é um conjunto com o meio social onde a criança está inserido e que estes grafemas e fonemas sofrem esta influência social, tornando-se um PRODUTO desta interação.

Inicialmente a criança trabalha com hipóteses próprias, provenientes de conhecimento prévio, aprendizados em relação ao meio em que vivem, além dos textos falados e escritos a que têm acesso à sua volta, as assimilações e generalizações que atribuem a estas mensagens faladas e escritas.

Sinceramente, eu não havia me organizado nas atividades em casa, para preparar meus filhos à leitura, apesar de ter alfabetizado os mais velhos.

Mas algumas coisas fogem à nossa organização sistemática quando falamos de homeschooling. Quando percebi que Caio ficava encantado com o programa "O Jardim da Clarilu! e começou a conhecer as letras de forma praticamente espontânea... Vi que era um bom gancho. Comprei-lhe letras de madeira, trabalhei alfabeto em lixa e cheguei a fazer algumas fichas do sistema Doman.


Sempre respeitando a vontade dele, o método Doman realmente foi uma furada. Ele logo se encheu.
Contudo, algumas palavrinhas ficaram. Aquelas as quais ele realmente mostrou interesse. Fizemos então um painel com alguns nomes da família, que ele conhece desde a época do Doman e outra lista com nomes de animais.





Além disso, as fichas de pareamento que confeccionei a algum tempo estão sendo maravilhosas. Ele ainda utiliza a imitação, a cópia simples. Mas acho fantástico o fato dele querer copiar, por mais ingênuo que pareça. Ele já reconhece as letras, já as busca, procura, ordena no local certo e...quando vê que a letra fica numa posição contrária, de ponta cabeça ou espelhada, logo trata de consertar sua palavra.








E assim...as hipóteses de escrita do Caio vão se formando. Seja através da cópia, da imitação ou de conhecimento prévio de algumas palavras, ele já entende que podemos nomear o que tem a seu redor. Está começando a construir o que, para ele, está sendo fantástico! A Alegria em colocar o animalzinho ao lado da palavra que escreveu e me mostrar "Olha, mamãe! Escrevi Macaco!"






Não, ele não quer saber se está certo ou errado.
Neste ponto, Emília Ferreiro que me perdoe, mas sou Montessori.
Controle de erro.
Ele mesmo vê quando escreveu errado. Ele procura o acerto. Ele conserta.

Então...não existe o "PARABÉNS, FILHO...VOCÊ FEZ CERTO!!!"

Não...não mesmo.

Também não existe a frustração do erro, ou o meu olhar de decepção.

Ele simplesmente procura e conserta. A satisfação está no ato em si. Em conseguir nomear o objeto. Este é o ato, o que traz prazer à atividade que ele completou. Nem castigo, nem prêmio. Só a felicidade de ver a capacidade que ele tem de conseguir realizar um feito!

E aqueles olhos brilhante de felicidade... Ah...não tem preço!