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domingo, 19 de abril de 2015

O espetacular mundo das pedras - explorando e buscando sua própria Ordem

A GEMA ou pedra preciosa é um material composto de rochas ou minerais que, polido, pode ser utilizado como enfeite ou ser colecionado. São classificadas por sua composição química ou pela combinação ou formas de composição da gema.
No site PEDRAS PRECIOSAS BRASILEIRAS, está disposta uma lista interessante das pedras preciosas brasileiras e vale a pena conferir.

http://www.pedraspreciosasbrasileiras.com.br/pedras.php?categoria=galeria

Para quem tem a oportunidade, vale visitar o setor de mineralogia do Museu de Ciência e Técnica, em Ouro Preto.

http://www.museu.em.ufop.br/museu/mineralogia.php

Em casa, minha intenção é apenas trazer uma variedade de pedras simples, para que os meninos explorem cores, texturas, peso, temperatura e, é claro, a beleza indescritível presente na composição dos minerais que demoram tanto tempo para nos mostrar a perfeição da natureza em ação.

Por intermédio da sugestão de uma querida amiga, mãe e companheira de trabalho, montei uma cesta para deixar na estante da sala.



As únicas pedras mais conhecidas aqui são a Esmeralda e a Olho de Tigre. Interessante como, sem saber seu valor monetário ou de sua importância maior em relação às outras pedras mais comuns, os pequenos Prósperos voltaram sua atenção para essas duas pedras por iniciativa própria.

Como atividade, apenas mostrei o cesto para nosso caçula. Não apresentei como trabalho, tampouco montei uma maneira de utilizar o material. Apenas exploratório. 
O incrível é que o próprio pequenino Próspero acabou "montando" sua maneira própria de explorar as pedras. 
Em seu livro " A CRIANÇA", Maria Montessori relata a presença da sensibilidade à ordem desde o primeiro ano de vida do ser humano, estendendo-se no segundo. Esta necessidade de ordem do ambiente e de sua rotina é visível aos olhos mais atentos. 
Neste caso, como observadora científica, consigo ver a necessidade da ordem no simples manuseio do material. Ora, eu não havia colocado uma regra de utilização, tampouco apresentado o material de maneira específica. Mas meu pequenino tratou de organizar um modo de trabalhar com as pedras de maneira organizada e sistemática.











Por iniciativa própria, ele passou a ordenar as pedras enfileiradas, uma ao lado da outra, sem que nenhuma saísse de seu tapete. Fez e refez este processo diversas vezes, demonstrando mais uma vez o que Montessori fala do amor ao trabalho. Apesar de não ser o objetivo do material, parte da própria criança a execução e repetição de um trabalho sistematizado e organizado, para que ela mesma permaneça concentrada, calma, em paz.




A partir daí, durante 26 minutos de trabalho e exploração, nosso pequeno Próspero explorou com suas mãos, passou as pedras em seu rosto, mostrou-me algumas.






As diferentes texturas e cores realmente chamam a atenção dos pequenos. Uma outra coisa interessante é a baixa temperatura dos minerais. Nosso Próspero mais velho comparou ao gelo.



Ao encostar a pedra no rosto, a temperatura é melhor percebida pelo meu pequenino.




Só posso dizer que foi uma manhã deliciosa ao lado deste pequeno explorador e que, com certeza, aprimorarei meus conhecimentos sobre mineralogia e trarei novas peças para meus Prósperos!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nomeando os sabores

Depois de passar o primeiro semestre de vida extra uterina alimentando-se exclusivamente do leite materno, na maioria dos mais felizes casos, a criança é apresentada a um mundo novo cheio de sabores. 
É nosso humilde desejo que esta apresentação seja feita da forma mais respeitosa possível, respeitando o cuidado com a saúde e o bem estar físico dos nossos pequenos, evitando sua exposição ao mundo de bombas de agrotóxicos, químicos e excesso de sódio, açúcar e gorduras. 
Independente de todo o processo de introdução alimentar, um trabalho muito interessante de ser apresentado à criança é o que possibilita nomear as sensações gustativas de seu paladar. 


Com um material muito interessante e fácil de ser confeccionado, podemos oferecer a criança a chance de conhecer e nomear os sabores que estão presentes no dia a dia e permitir que seu sentido seja desenvolvido de uma forma mais consciente e participativa, além de ser uma outra forma de concentração e trabalho realizado dentro da paz que é natural à criança. 





As garrafinhas com conta-gotas são facilmente encontradas tanto em casas de essências, quanto em farmácias de manipulação. É importante salientar que, no caso de crianças muito pequenas, o conta gotas deve ter sua ampola de plástico, para o caso da criança morder ou pressionar a boca e não se cortar. 




Montei aqui quatro sabores, aos pares. Doce, Salgado, Amargo e Ácido. Além de parear as garrafas, a criança observa a nomenclatura. Normalmente, no caso de crianças menores, a noção do ácido e amargo é bem mais difícil de ser absorvida do que o doce e salgado. Utilizo o café diluído como o amargo, vinagre como ácido, sal na água e açúcar. Apesar de ser contra a ingestão do açúcar, a quantidade presente na gota pingada pelo conta gotas serve apenas para contemplar a gustação. Outros elementos que adoçam contém outros sabores agregados e tiram o foco da percepção do doce. 





Encaixes de formas geométricas

Um dos materiais mais fáceis de acharmos em lojas de brinquedos é o de encaixe de formas geométricas. Em diferentes materiais, tamanhos e preços para todos os gostos, eles podem ser encontrados em lojas de brinquedos das mais simples, até as especializadas em materiais para a educação. 
Apesar da grande variedade optei por uma marca que, em relação às formas, caprichou na pintura e acabamento. 
A única coisa que ficou a desejar é a base do material, feita em mdf de péssima qualidade e cor muito desagradável, o que foi facilmente sanado com uma boa demão de tinta para artesanato na cor camurça queimada. 


Existe deste material que organiza o encaixe observando-se o tamanho das formas, da maior para a menor, ou vice-versa. Contudo, escolhi este modelo, onde todas as formas tem o mesmo tamanho, já que não possuo outro tipo de encaixe. Mais um vez, a prioridade era isolar uma única dificuldade. No caso, o agrupamento por formas geométricas e não o tamanho das peças. 


Eu considero muito importante que, uma vez uma novidade apareça na estante ou área de materiais da criança,  o adulto introduza o trabalho, ou seja, apresente o material para ela, da forma como deve ser utilizado. Este procedimento evita que a criança simplesmente jogue todas as peças para o alto, porque não sabe exatamente o que fazer com elas e, por falha de comunicação sobre o que sente em relação a isso, simplesmente desconta sua frustração no material. 
O adulto pode convidar a criança a se sentar ao seu lado, demonstrar o material calmamente, sem explicações verbais e, em seguida, convidar a criança a manipulá-lo. Sabendo exatamente para que serve o material e como utilizá-lo, rende muito tempo de concentração, repetição de processo e novas investidas ao trabalho sem a destruição do material ou perda do interesse por ele. 



domingo, 12 de abril de 2015

Atividade de Inspiração Montessori: Separando e Categorizando por tonalidade

Um dos obstáculos de se trazer Montessori para o ambiente domiciliar é a sensação de que é muito caro de se adaptar o material para casa. Além de Vida Prática, que oferece alternativas simples de confecção de materiais a partir do que compramos em lojas corriqueiras de R$1,99, a educação dos sentidos, com materiais de cunho sensorial, também nos oferece um leque de possibilidades, desde que utilizemos nossa criatividade.
Para este trabalho, comprei bolinhas de madeira, que são utilizadas para a confecção de aromatizantes de gaveta.
São atraentes, firmes e de material resistente e não precisam ser lixadas.



Por causa da forma, fica um pouco mais complicado pintá-las, mas eu preferi o pincel do que banhá-las na tinta e perder a textura tão agradável. Utilizei tinta fosca de artesanato, que não tem cheiro forte e tem secagem rápida. 



Para separar por cores, eu utilizei tampas de caixas de madeira que comprei para organizar lápis de cor, pincéis e tesouras. Mais uma prova de que podemos confeccionar materiais atraentes com baixo custo. No caso das tampas eu lixei anteriormente à pintura. A parte externa com a cor básica que utilizo de padronização de caixas, areia. A parte interna de cada uma, de um dos tons de verde. 



NÃO EXISTE NECESSIDADE deste controle de erro, ou seja, de pintar cada tampa de caixa ou cesto de uma cor. Mas como fiz o material pensando numa criança de dois anos que não havia separado ou classificado nenhum material ainda, parti deste material com controle de erro, para que o que ele absorvesse fosse o manuseio do material da estante para o tapete, do tapete de volta para a estante, etc. Tudo é muito novidade para ele. 


O resultado final ficou realmente muito agradável. Pode ser utilizado com pinça para os maiores, para ficar mais interessante.
Dentre as três questões importantes em relação ao trabalho, estão todas contempladas aqui em casa.

1) Concentração: O material está sendo utilizado de maneira que a criança se desliga completamente do mundo ao seu redor. Ela se entrega completamente. Doa cada pedacinho de seu ser para o envolvimento com quele trabalho. É importante para ela. Não porque receberá um mérito ou elogio, tampouco porque será punida se não o realizar. Torna-se a tarefa mais importante do mundo para ela naquele momento.

2)Repetição: Refere-se ao número de vezes que a criança executa o trabalho do começo ao fim e reinicia o processo. Se o material for realmente atrativo para a criança, a tendência é que ela reinicie o trabalho diversas vezes antes de guardá-lo no lugar.

3)Constância: O trabalho com aquele material é procurado diariamente ou com alguma frequência constante, por conta própria. Aquele material surte um prazer de ser trabalhado e o trabalho executado que ele se torna parte da rotina da criança por algum tempo, até que ela mude o foco de seu interesse para outro material.



Sucesso total em casa. Um norteador para a criação de mais materiais desse tipo.
Satisfação para a artesã de fim de semana que vos escreve que é conseguida com a preocupação com a estética e atratividade para o meu pequeno Prospero!


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sensory Bags - Viva a Primavera!

Sensory Bags com cores.

Este mês de setembro pretendo trabalhar a variedade de cores, tons, nuances sob vários aspectos. Seja na visão artística, seja na matemática, ciências ou exploração dos sentidos.

Os Sensory Bags são saquinhos... Sacos para a exploração dos sentidos.
Podem ser utilizados de diversas maneiras e materiais diferentes.

Como estou utilizando cores nesta semana, já peguei o gancho.

Utilizei material de fácil acesso para a confecção dos meus bags...

---- Saquinhos do tipo "zip lock", aqueles tem quem o fechamento na parte superior. (não achei o tradicional aqui perto e infelizmente do genérico tinha essa parte pintada na frente, que atrapalhou o processo)







-----Gel para cabelo simples, do mais barato, transparente. (não pode ser colorido, pois será tingido depois)





---- Corantes de cores diversas. Eu utilizei o alimentício, porque eu já havia comprado.





Depois de colocada uma quantidade de gel dentro do saquinho, algumas gotas de corantes são suficientes para tingir o gel... Eu não misturei... Deixei que as crianças mexessem com a tinta e o gel, depois dos sacos vedados.






É importante vedar o saquinho, retirando todo o ar com a ajuda de uma esponja ou pano...Depois de vedado, eu ainda dobrei a ponta e coloquei fita adesiva, para evitar que a tinta ou o gel se espalhasse.








O resultado é lindo de se ver com tantas cores... Enfileirei os saquinhos sobre a mesa e encheu os olhos de todos... Claro que não apenas os pequenos quiseram explorar... todos quiseram, até o papai...









Depois de um tempo, quando todos misturaram as tintas com o gel, colocamos no chão, para que os pequenos tivessem mais acesso...





O maior desafio e o maior medo é não deixar que o pequeno de oito meses perfure os saquinhos ou os morda, pois o gel de cabelos é tóxico. Mas ficamos próximos o tempo todo, interferindo o menos possível na exploração do pequeno, mas com toda a segurança.









Surgiram desenhos muito legais... Até essa máscara que era para ser do Batman!




E viva a primavera!

E VIVA A PRIMAVERA!!!!


Setembro é um mês muito festejado no nosso país.
É a entrada da primavera.
Um mês de frutas maravilhosas, cores esplendorosas, muitas flores, uma mostra da perfeição da Criação de Deus aos nossos olhos.

E nada melhor do que uma caixa sensorial com muitas cores para festejar este mês tão querido!

Para fazer o fundo da caixa eu utilizei arroz.

É simples de mexer, não é tóxico e tem uma textura bem gostosa de se explorar quando está mais molhadinho...





Para tingir o arroz, utilizei copinhos descartáveis, corante alimentício de várias cores e pouquíssima quantidade de água, para que o arroz secasse rapidamente.




Utilizei amarelo, laranja, vermelho, rosa, pink, roxo, azul, verde escuro, verde limão, marrom e preto.





Para acondicionar o arroz utilizei uma colher de sobremesa e fui acomodando em pequenas fileiras. o resultado foi observado o tempo todo pelo pequeno. Na maioria das vezes, eu deixo o ambiente preparado e ele não vê a confecção do material, mas desta vez...tudo tão colorido e tão gostoso de se ver... a ansiedade dele estava a mil!




O pequeno Caio nem esperou que eu colocasse os animaizinhos na caixa, de tão ansioso que ele ficou.
Aproveitamos a visita ao zoológico e compramos animais próximos aos que ele havia gostado de conhecer no zoo de São Paulo... Elefante, Hipopótamo, Rinoceronte, Girafa, Tigre..


Ele já possuía alguns animais da selva em casa, mas só coloquei os novos na caixa exploratória, já que a intenção era chamar a atenção para algo novo.
O foco, contudo são as cores e não os animais.
Coloquei os animais para que a interação com a caixa fosse mais divertida...






Dada a largada, Caio ficou que não sabia nem por onde começar! Todo animado, primeiro com as cores... Depois, com os novos animais que gosta tanto... Brincava que os animais estavam comendo o arroz, que estavam cavando, que estavam enterrando... Ficou assim um tempão, sozinho, interagindo com a caixa... Eu, como sempre...só observando...de longe.





Mas não demorou muito, a curiosidade tomou a atenção de todos. Deixei, é claro, os maiores participarem. O engraçado é que, apesar de ser uma atividade sensorial, os mais velhos sempre pedem para ficar juntos... E depois que a parte de exploração solitária da novidade do Caio acaba, muito mais gostoso ainda é ter companhia!




A novidade foi a participação do Davi!!!
Se eu soubesse que ele ia gostar tanto, teria montado duas caixas novamente. Fiquei mais próxima porque fiquei com um pouco de medo do Davi colocar o arroz no nariz ou ouvido...Na boca não seria um estrago tão grande, mas mesmo assim eu queria evitar.

Ele gritava, pulava, sorria... Foi uma descoberta incrível para ele. As cores realmente chamam muito a atenção dos menores, mas a textura do arroz ganhou meu caçulinha. Ele esfregava o arroz nas mãos e sorria com a sensação... Depois, ficou mais de quarenta minutos concentrado, um pouco com cada animal...

Senti um enorme arrependimento de nunca ter feito uma caixa sensorial com ele antes!







Passa tempo, aprendo tanto com as amigas e grupos e ainda me surpreendo com a capacidade dos menores... Ficamos cheios de medo, cercando os pequenos de vários cuidados e no fim...sozinhos...eles aprendem, exploram, se divertem





http://www.youtube.com/watch?v=2HM7gN3H9n8&feature=youtu.be










No fim, muita bagunça, um pouco de arroz para todos os lados da cozinha e o Caio comeu um pouco, por curiosidade...rs... Mas valeu a pena a alegria de todos, mais uma vez!!!!