sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Primeira Caixa Sensorial - Safari na Savana

 Com tanta paixão pelo método Montessoriano sem jamais ter tido a oportunidade de colocar meus filhos numa escola que utilizasse o método, a frustração que me acompanhava ao longo dos anos já era usual e nem sequer notada...

Contudo, a internet nem sempre é de toda um mal do século. Apesar de tanta coisa ruim que somos obrigados a visualizar diariamente na rede, acabei me deparando com um grupo de mães que, assim como eu, apreciavam o método.

É óbvio que o método funciona da maneira correta em ambiente preparado. Isto ainda não é possível na minha residência e nem com o estilo de vida que levo ou o tempo que me resta na rotina louca do meu dia a dia...
Mas algumas coisas interessantes foram me chamando a atenção.

E por que não, afinal de contas, aplicar o que fosse possível no ambiente familiar, favorecendo o aprendizado dos meus pequenos?

A CAIXA SENSORIAL é uma das coisas mais fantásticas neste período de vida.
Fiquei relutante na ocasião, pois o que vemos em caixas sensoriais é tão lindo, cheio de detalhes diferentes e tudo mais...e eu não tinha nada à mão no momento.

Mas...qual o problema de ser simples? Qual o problema de ser com o que tinha nos armários de casa?

Caio então tinha ganho um conjunto de animais da savana que estava fechado. Peguei uma das caixas de seu organizador de brinquedos, sem maiores dúvidas lancei um pacote de feijão como base para a caixa e coloquei os animais dispostos.



Isto mesmo. Só os animais e os feijões.
Sem as árvores, flores, plantas, enfeites que havia visto tantas vezes nas caixas.

Existia uma certa urgência em ver meu filho explorando seus sentidos numa caixa Sensorial que eu conhecia e não colocava em prática na minha casa. Naquele momento, despertou uma certa vontade absurda, um chilique, um comichão que precisava ser sanado.


Coloquei a caixa no corredor e o deixei.




Caio ficou desconfiado.

Como assim? Minha mãe me deixa aqui com feijão? Logo ela que não me deixa mexer nos armários da cozinha... Coisa estranha... Brinquedo novo? Ela nem vai ficar perto? Puxa...

Então, Caio tímido não queria explorar a caixa. Queria que eu ficasse próxima.

Como primeira tentativa fiquei perto.
Respeitei aquela insegurança para o diferente. Um modo diferente de deixar meu filho brincar. Confiar nele e na capacidade (que absurdo que é olhando hoje) de brincar sozinho...de aprender sozinho...


Fiquei um pouco afastada, tirando algumas fotografias.





Pronto!!! Logo Caio estava lá...colocando suas mãos na caixa, esfregando os dedinhos nos feijões, enterrando suas mãos e os animaizinhos, mexendo, experimentando.
Esqueceu-se de que eu estava perto e sequer colocou um feijão na boca. 
Oras...era o meu maior medo. Medo bobo, coisa de mãe preocupada mesmo. É óbvio que eu não o deixaria sem nenhuma supervisão e sempre ficaria de olho, mas com mais calma, com mais distância...

Num determinado momento, a exploração interna da caixa acabou. E foram-se os feijões par fora da caixa. Na maior alegria o corredor frio recebeu uma chuva de feijões animados... Talvez felizes por terem feito parte das descobertas de um menino tímido, de cabelos perfeitamente lindos e sorriso maroto.


E o corredor ficou todo salpicado de feijões !!!



Mas o Caio sempre surpreende. Eu, de longe, da mesma maneira. Apenas como expectadora da cena. Nem uma intervenção. Ele então procurou pela vassoura. Não achou e encontrou o rodo. Não fez cerimônia e começou a juntar os feijões quando achou que a brincadeira havia acabado. Não houve um pedido da minha parte ou repreensão. Ele se sentiu bem em organizar da mesma forma como recebeu o ambiente.


Mas com um explorador nessa idade as coisas nem sempre acabam por aí.
Caio encontrou ainda um novo amigo para explorar.
Um inseto alado que apareceu no meio desta cena.
Claro que ele foi fazer amizade. Bater um papo com o amiguinho de asas que apareceu naquela tarde de sábado.



Meu pequeno novo explorador!

Um comentário:

  1. Lindo, Camila! É isso aí! Caixas sensoriais são fantásticas, mas a brincadeira não acaba quando está tudo bagunçado... a parte da organização e limpeza faz parte da brincadeira, onde as crianças tomam parte ativa, e com isso aprendem muito também.

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